Enxaqueca

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Essa é a quarta noite essa semana que eu não consigo dormir. A enxaqueca tinha dado uma trégua nos últimos dois meses, mas voltou com tudo agora. Isso é normal. Eu já me acostumei.

Minhas enxaquecas duram muito tempo — enquanto eu fico com algum pensamento na cabeça, a enxaqueca vai acompanhar. Ultimamente eu não consigo, porém, parar de pensar. Não dá. Tem algo incomodando. Eu tô preocupado.

Chega um ponto da minha existência que eu fico questionando pra onde eu vou. Eu estou nos meus vinte e, naturalmente, eu fico olhando para o meu futuro a todo o momento, fazendo planos. Mas quando eu tenho que voltar pro agora, eu fico com um medo eterno.

Eu fico imaginando que eu não estou sentindo mais nada. Eu não faço mais nada. Eu não vejo mais meus amigos rirem. Eu não os faço mais rir. Eu não ouço mais eles contarem suas histórias. Eu não vejo mais empolgação nos seus olhos. Eu não vejo mais empolgação nos meus olhos. Eu observo as pessoas na minha volta e elas nunca estão olhando pra alguém. Elas nunca estão experimentando alguma coisa. Elas não tocam mais em nada, elas não sentem mais uma textura. Elas não cheiram mais o livro antes de ler. Elas não assinam mais o próprio nome.

O futuro não me assusta tanto quanto o presente. Esse medo constante de que eu não sinto mais nada real. Eu não expresso mais nada real. As últimas vezes que eu chorei, foi vendo um filme. Não foi ouvindo uma história de um amigo.

Eu não lembro a última pessoa que eu abracei.

Ano novo, blog novo

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Ou nem tão ano novo assim. Já até passou o meu aniversário e eu não tinha dado as caras aqui ainda.

Eu prometo que esse ano vai ser diferente. Agora eu tô cuidando do Pão com Mortadela com o Fillipe, e o Um filme por dia terminou com sucesso.

Agora sou eu e o Irrelefante, como há anos.

P.S.: eu limpei meu blogroll porque mais da metade dos blogs que eu lia terminaram no ano passado. Vou atualizando ele conforme eu comece a seguir blogs de novo.